
Chegou ao fim uma era. Judite Sousa, o rosto que durante décadas entrou na casa dos portugueses para dar as notícias mais importantes do país e do mundo, anunciou esta quinta-feira, 22 de janeiro, que abandonou oficialmente o jornalismo. A decisão foi comunicada pela própria através das suas redes sociais, onde revelou ter formalizado a entrega da sua carteira profissional.
A decisão de Judite não é apenas uma reforma; é um grito de libertação face à pressão que sentiu nos últimos anos.
O fim do “espartilho” deontológico
Ao entregar o documento que a acreditava como jornalista, Judite Sousa deixa de estar sujeita às regras rígidas da profissão, algo que encara como uma oportunidade de renascimento profissional.
“A minha vida fica aberta para todas as áreas profissionais sem o espartilho do código deontológico do jornalismo. É um mundo novo que encaro com total liberdade”, confessou a agora antiga jornalista.
O motivo: Fugir ao “assédio mediático”
Judite não escondeu que uma das principais razões para esta rutura definitiva foi o escrutínio constante de que foi alvo, especialmente na última década. Para a comunicadora, o fim da carteira profissional significa também o fim de uma perseguição: “O assédio mediático, principalmente evidente nos últimos dez anos, a propósito de tudo e de nada, chega ao fim”.
O que se segue para Judite Sousa?
A carreira nas redações pode ter terminado, mas o trabalho de Judite continua. A partir de hoje, a sua identidade pública divide-se em duas vertentes:
Escritora: Com 11 livros no currículo, prepara-se para lançar uma nova obra brevemente.
Comunicadora: Sem as amarras do jornalismo, Judite assume-se como comentadora e analista.
A prova desta nova vida acontece já esta noite, às 23:00, no canal NOW. Judite Sousa marcará presença ao lado de Pedro Mourinho e Germano Almeida para analisar a campanha eleitoral, mas agora com a liberdade de quem já não tem de responder perante o conselho de redação ou a comissão da carteira profissional.
Após um historial de saídas e regressos, Judite Sousa parece ter encontrado, aos 65 anos, o caminho para a paz que tanto procurava, fechando a porta a uma profissão que a tornou célebre, mas que também lhe trouxe grande amargura nos anos mais recentes.






