
Dina Aguiar conduziu, esta quinta-feira, o último Portugal em Direto da carreira, naquela que foi também a sua despedida da RTP, onde trabalhou durante 47 anos.
No fecho do programa, a pivô disse uma série de palavras e foi abraçada por muitos colegas, que fizeram questão de lhe oferecer um ramo de flores e de gritar “Dina, Dina, Dina”.
Entretanto, na madrugada desta sexta-feira, Dina Aguiar revelou, através das redes sociais, que vai viajar até ao Japão.
“No aeroporto, a caminho do Japão, deixo registos do último dia da minha prestação no Portugal em Direto, que a minha querida Alberta Marques Fernandes faz o favor de encerrar“, escreveu na legenda. Veja o vídeo no final deste artigo.
Apesar da saída do ecrã, Dina Aguiar não fecha a porta a novos projetos — nem mesmo noutras estações televisivas.
“Estarei por aí, se calhar noutra televisão, não faço ideia, noutros projetos“, revelou, com um sorriso.
Tânia Ribas de Oliveira respondeu prontamente: “Espero que não! Ou espero que sim, se te fizer feliz“.
A jornalista aproveitou ainda o momento para abordar com franqueza o tema da idade e da exposição pública: “Tenho 72, a caminho dos 73. Nunca escondi a idade, nunca escondi que fiz alguns acertos e as pessoas criticam. Isso é problema delas, não é meu. Quem critica é porque não está bem na vida e precisa da vida dos outros para esquecer a sua“.
Um adeus a duas décadas de Portugal em Direto
Após 20 anos de emissões, o Portugal em Direto chega ao fim, no âmbito da reestruturação interna da Informação da RTP. A decisão, justificada pela direção como uma “necessidade de renovação“, ditou a substituição da pivô por Sandra Fernandes Pereira e pelo Portugal em Rede.
Consciente da carga emocional do momento, Dina Aguiar quis despedir-se de forma especial e fez um último pedido à estação: “Pedi se podia gravar a despedida. Tenho o meu texto escrito e disse que, senão, ia chorar. Não queria chorar. A minha forma de ser e estar na vida leva-me a uma incapacidade de me preparar para o desapego e para o fim das coisas“.
Com serenidade, deixou uma reflexão sobre a mudança e o legado de décadas ao serviço da comunicação pública: “O fim é sempre o recomeço de alguma coisa. Mas sou um ser humano, tenho sentimentos e emoções, e é normal que, quando vejo o carinho e a lágrima nos olhos das pessoas que gostam de mim, a minha também se solte“.
Antes de se despedir dos espectadores, a jornalista reforçou que o seu caminho não termina aqui: “O que digo às pessoas é que nos continuamos a ver por aí. Estarei sempre presente para aquela palavra“.








