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Do FC Porto para o mundo em modo destemido: O que é feito de Bruno Alves

Bruno Eduardo Regufe Alves assume-se, incontornavelmente, como uma figura que marcou a história do futebol português… e não só. Do FC Porto para o mundo, o ex-defesa ficou conhecido pelo seu modo destemido em campo, com algumas entradas polémicas à mistura.

Nascido na Póvoa de Varzim, o antigo internacional português começou a dar os primeiros passos nas camadas jovens do clube da terra, o Varzim, onde esteve entre 1992 e 1999, altura em despertou a atenção do emblema do Dragão.

À beira da viragem do milénio, Bruno Alves arrancou a sua nova aventura nos juniores do FC Porto e rapidamente subiu à equipa B, já a fazer valer a sua capacidade aérea com os sete golos apontados nas 47 partidas lá disputadas em duas épocas e meia. Por essa altura, já começava a somar as primeiras internacionalizações pelas camadas jovens de Portugal.

Só depois veio a estreia na I Liga, na época 2001/02, mas não pelos azuis e brancos. O empréstimo ao Farense, por ano e meio, permitiu ao ex-defesa os primeiros passos na elite do futebol português, algo que continuou depois em 2003/04, quando foi cedido ao Vitória SC.

Afirmando-se como titular indiscutível em ambas as equipas, eis que a aventura na Grécia (2004/05), pelo AEK (onde regressou com outras funções), não foi exceção, tendo ainda assinalado a sua estreia na Liga Europa – na altura designada Taça UEFA.

Os números já justificavam uma oportunidade no FC Porto e, da época 2005/06 para a frente, Bruno Alves soube agarrá-la com unhas e dentes, desde a quantidade de jogos que fez aos títulos conquistados e, consequentemente, à história que ajudou a criar no Dragão.

O expoente máximo terá sido o tetracampeonato, às ordens de Jesualdo Ferreira, que o estreou na Liga dos Campeões logo ao terceiro jogo, na derrota frente ao Petrzalka 1898 (2-3). No entanto, duas semanas depois, a mediática expulsão no desaire frente ao Benfica (0-2), por ‘cabeçada’ a Nuno Gomes, ‘abanou’ a titularidade que havia sido conquistada, com apenas meia dúzia de jogos realizados nos sete meses seguintes.

Nova época, nova vida. Em dupla com Pepe, Bruno Alves brilhou em 2006/07, com dois golos em 36 jogos, pelo que esperou apenas pelo fim da época para poder rubricar a sua estreia por Portugal, num jogo particular frente ao Koweit (1-1), às ordens de Luiz Felipe Scolari.

O antigo central aproveitou a saída de Pepe para o Real Madrid e cimentou o seu lugar no eixo da defesa, partilhando-o ora com Pedro Emanuel, ora com Rolando, acabando até por se tornar capitão, ao contribuir para a conquista de outros troféus como a Taça de Portugal (2005/06, 2008/09 e 2009/10) e a Supertaça (2006, 2009 e 2010).

Com um total de 17 jogos em 174 jogos disputados em cinco épocas, Bruno Alves deixou o FC Porto no verão de 2010, com o sonho do pentacampeonato (‘roubado’ pelo Benfica, de Jorge Jesus) atravessado, tendo mesmo rubricado a sua despedida com uma expulsão… mas com um troféu no Jamor, frente ao Desportivo de Chaves (1-2).

A troco de cerca de 20 milhões de euros, o ex-internacional luso rumou ao Zenit e por lá ficou entre 2010 e 2013, sem nunca perder de vista a seleção nacional, para a qual foi sendo convocado regularmente por Carlos Queiroz e Paulo Bento. Com dois campeonatos, uma Taça e uma Supertaça, seguiu-se uma mudança da Rússia para a Turquia, onde conquistou um campeonato e uma Supertaça pelo Fenerbahçe em três épocas, até que chegou o frenético ano de 2016.

Lembra-se daquela arrepiante entrada de Bruno Alves sobre Harry Kane? Aconteceu num jogo particular diante de Inglaterra (derrota por 1-0), em junho de 2016, precisamente às portas do Campeonato da Europa, em França, que seria de festa para mais de 10 milhões de portugueses.

O ex-futebolista jogou apenas por uma ocasião, diante do País de Gales (2-0) – naquele que foi o único triunfo em tempo regulamentar em sete jogos da seleção liderada por Fernando Santos – mas contribuiu para que aquele mítico 10 de julho de 2016 (triunfo na final, diante da anfitriã França) fosse possível.

Com 34 anos, Bruno Alves não abrandou e aventurou-se na Serie A, ao serviço do Cagliari (2016/17), seguindo-se uma época na Escócia, pelo Rangers (2017/18), e só depois o regresso a Itália, pela porta do Parma, durante três épocas. O verão de 2021 ficou marcado pelo surpreendente regresso a Portugal, para representar o Famalicão, embora tenha sido uma aventura de apenas três semanas, devido a desentendimentos. Aí, a passagem pelo Apollon Smymis, na Grécia, ditaria, assim, o ponto final como futebolista, em junho de 2022, já com 40 anos.

Ainda assim, o percurso no mundo do futebol não ficou por aí, dado que Bruno Alves – nomeado como embaixador da Liga Portugal no passado verão – não tardou em abraçar funções na estrutura dos gregos do AEK, como diretor desportivo desde 2022/23, tendo ainda dado que falar recentemente ao integrar a lista de Nuno Lobo, na candidatura à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na condição de vice-presidente.

Para além disso, o antigo internacional português aceitou ainda o convite do compatriota Nani para integrar a sua equipa no ‘The Soccer Tournament’ (TST), pelo que ainda vai ‘dando cartas’ dentro das quatro linhas, sempre em modo destemido.

Todas as semanas o Desporto ao Minuto apresenta-lhe uma nova edição da rubrica ‘O que é feito de…?’, que pretende recordar o percurso de algumas personalidades do mundo futebolístico que acabaram por cair no esquecimento.

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