
Ahistória de vida de Marta D’Orey tornou-se conhecida em 2017, quando com apenas 19 anos inspirou o país ao mostrar a sua garra e determinação depois de inesperadamente ter sido atirada para uma cama de hospital devido a uma doença rara e incapacitante.
Em 2016 contraiu gripe A, infeção respiratória que ficou na altura mal curada e originou uma bronquiolite obliterante pós-infecciosa. Marta vivia com 14% de função respiratória e dependia de botijas de oxigénio.
Os seus dias eram passados no hospital, de onde escrevia crónicas que chegaram a milhares de pessoas nas redes sociais. Caras conhecidas sensibilizaram-se com as partilhas, tais como Cláudia Vieira que a chegou a chamar de “furacão”, e o seu testemunho chegou até à televisão.
A situação clínica era grave e esteve em cima da mesa fazer um arriscado transplante pulmonar de forma a garantir a sua sobrevivência, porém os vários tratamentos experimentais que foi fazendo tiveram resultados e Marta conseguiu controlar e aprender a viver com a doença.
Em outubro de 2024 a fotógrafa marcou presença no programa ‘Dois às 10’, da TVI para falar sobre o livro infantil que lançou com o objetivo de ajudar crianças que vivem com a mesma doença. Marta explicou em conversa com Cláudio Ramos e Cristina Ferreira que tem algumas limitações relacionadas com a bronquiolite obliterante – tais como estar impedida de praticar desporto ou fazer grandes esforços.
Desde maio deste ano, Marta D’Orey tem vindo a partilhar na sua conta oficial de Instagram uma nova luta relacionada com um problema de saúde. A fotógrafa agora com 28 anos foi diagnosticada com um tumor.
“De uma consulta para a outra, ‘cancro’ deixou de ser só uma palavra. Passou a ser uma possibilidade em forma de bola de ténis”, disse nas redes sociais, onde volta a inspirar com as crónicas através das quais relata a sua jornada de tratamentos e internamento hospitalar.
Através das suas partilhas é possível perceber que o marido, Vasco Lima Mayer, com quem celebrou um ano de casamento em setembro deste ano, tem sido um dos seus grandes suportes nesta fase.
A 30 de outubro, numa publicação à qual deu o nome de ‘más notícias, das boas’, a fotógrafa voltou a falar sobre o cancro que enfrenta – “um tumor de 10 centímetros” alojado num rim.
“Um tumor de 10 centímetros? Carrego-o às cavalitas do corpo, todos os dias. A toda a hora. Agora mesmo, no segundo em que primo o ‘t’ de ‘tecla’. Eis o meu grande problema com esta grande má notícia: Não é apenas uma nova de última hora com a validade do dia seguinte. Não é tema que possa ser ultrapassado por uma ocorrência de ordem maior. Em vez disso, é uma interrupta transmissão em direto. Demasiado nauseante para acompanhar com pipocas. Demasiado real para mudar de canal. Mesmo que a esqueça, a manchete não muda. E o meu nome continua lá escrito a bold”, escreveu.







