Sporting

Gyökeres e Geny ao nível da época passada num leão que não tinha duas vitórias sem sofrer há cinco meses. “Fomos superiores”, disse Borges

Tranquilo e sem sobressaltos. É esta a melhor forma de definir o jogo desta quinta-feira do Sporting, frente ao Rio Ave, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Os leões quiseram dominar desde o início, marcaram na primeira oportunidade que tiveram, através de um grande pontapé de Geny Catamo e, quando quiseram acalmar a partida, souberam lidar com o ataque dos vilacondenses. Depois, em cima do intervalo, o internacional moçambicano voltou a aparecer, ganhou um penálti e Viktor Gyökeres fez aquele que acabou por ser o último golo da noite, ainda que a equipa de Rui Borges tenha dominado e criado várias oportunidades na segunda parte (2-0).

No que respeita aos homens-golo, Geny chegou esta quinta-feira aos seis golos em 2024/25 e igualou os números de temporada passada, com a atenuante de ter menos dois jogos (39 contra 41). Por outro lado, Gyökeres continua de pé quente, leva agora oito golos nos últimos cinco jogos e aumentou para 43 o número global desta época, seja em jogos em golos, igualando a época passada. Ainda assim, seis dos últimos oito golos foram de grande penalidade, registo que coloca o internacional sueco a apenas um golo de igualar Jardel no que toca a mais penáltis convertidos numa só temporada desde 2000. O ex-jogador fez 19, ao passo que atual número 9 tem 18.

Curiosamente, este é o tema que mais tem agitado as hostes leoninas nos últimos tempos. Por entre aqueles que consideram um e outro penálti bem marcado e outros que acreditam que o árbitro errou, a equipa de Rui Borges tem agora 19 penáltis nesta temporada e está a cinco de igualar o maior registo deste século: 24, em 2001/2002. Polémicas à parte, o Sporting leva agora seis vitórias seguidas e deu seguimento à melhor série desde a saída de Ruben Amorim. Para além disso, há cinco meses que os verde e brancos não somavam duas vitórias consecutivas sem sofrer golos.

“Foi um bom jogo, de sentido único e em que fomos muito competentes. Na primeira parte, podíamos ter feito a bola andar mais rápido. Na segunda parte, fomos claramente superiores. Podíamos ter resolvido facilmente a eliminatória porque criámos variadíssimas oportunidades de golo. Gyökeres? Não há adjetivos para o Viktor, é um avançado extraordinário. Tem ajudado a equipa a crescer, passa confiança aos colegas, mas estou feliz pelo coletivo, que esteve sempre ligado desde o início até ao fim do jogo, tal como eu tinha pedido. Foi dado um pequeno passo para aquilo que é estar na final do Jamor. É esse o objetivo. Estamos no intervalo da eliminatória e a ganhar por 2-0. Temos mais um jogo, fora, competitivo, onde o Rio Ave certamente irá tentar agarrar-se com unhas e dentes”, começou por dizer Rui Borges na flash-interview da SportTV.

Mais à frente, o técnico voltou a frisar que Pedro Gonçalves está perto de voltar a jogar, ao passo que a situação de Morita depende “muito do dia a dia”. “Vamos fazer tudo para que possa estar disponível o mais rapidamente possível, especialmente contra o Sp. Braga”, acrescentou. Quanto aos clássicos da próxima jornada da Primeira Liga, Borges diz que vai ter pela frente “um jogo muito importante”, entre “duas equipas com qualidade”. Já o FC Porto-Benfica será visto “a pensar no jogo de segunda-feira”. “O que me interessa é o Sporting. Só dependemos de nós”, concluiu.

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